Santos Baluartes

O que são baluartes?
Existe um termo de origem da língua francesa que define baluarte como algo que serve de defesa, que sustenta alguma coisa, lugar seguro, sustentáculo. Também pelos seus sinônimos conseguimos explanar bem o significado: amparo, abrigo, ajuda, apoio, assistência, auxílio, coluna, defesa, favor, entre outros. O que nos dá uma clareza em relação ao sentido e significado da palavra baluarte.

O que significam os santos baluartes para as Novas Comunidades?
Podemos dizer que são presentes do amor de Deus para a vocação específica de cada Nova Comunidade, espelho, apoio, coluna, reflexo daquilo que ela é chamada a ser, ou seja, são homens ou mulheres santos que trazem consigo parte abundante do carisma, da característica essencial que a Comunidade presenteada é chamada a ser e a ter; são sinais que apontam a vida e a missão da Comunidade levando à sua própria identidade; são também verdadeiros mestres espirituais que nos conduzem a uma intimidade com o Senhor e deles desfrutamos assim de toda a mística que eles desenvolveram em seu relacionamento com Deus.

E para a Comunidade Católica Tom de Amor?
Nós temos a graça de contar com quatro grandes baluartes que nos ensinam e ajudam a ser sinais do amor de Deus, como eles foram e ainda são. Os baluartes-sustentáculos da vocação Tom de Amor são: João Batista, Francisco de Assis, Felipe Néri e Teresinha do Menino Jesus. Assim, falar deles é para nós falar da nossa vocação, daquilo a que o Senhor nos chama, sem, no entanto, confundirmo-nos com a vocação Franciscana, ou da congregação de Teresinha (carmelita), por exemplo, pois temos um carisma particular na Igreja, uma vocação com características próprias que, por desígnio de Deus, bebe da vida e dos ensinamentos desses santos.

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São Francisco de Assis (1182 – 1226)

  • Curiosidade

    Foi batizado como João, em honra a São João Batista, mas recebeu em sua família o apelido de Francesco (pequeno francês), por tornar-se fluente na língua quando criança.

  • Radicalidade, dom de si

    “Um dia um leproso parou diante dele: fez violência a si mesmo, aproximou-se dele e o beijou. A partir daquele momento decidiu desprezar-se sempre mais, até que pela misericórdia do Redentor obteve plena vitória”[Celano].

    A escolha verdadeira de São Francisco é radical: não se tratou de escolher entre riqueza e pobreza, nem entre ricos e pobres, entre a pertença a uma classe mais do que a outra, mas de escolher entre si mesmo e Deus, entre salvar a própria vida ou perdê-la pelo Evangelho. Francisco casou-se com Cristo e foi por amor a Ele que se casou, por assim dizer “em segundas núpcias” com a Senhora pobreza.
  • Caminho da Santidade

    Fazei penitência (“poenitentiam agere” do latim) significa “convertei-vos” ou “arrependei-vos”. Em tudo Francisco procurava seguir o Evangelho, como bem se pode perceber nas belas palavras da Oração da Paz que externam o amor ao próximo e que nunca perderam a atualidade. Também a regra de vida dos Frades Menores é observar o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Ao realizar em si a reforma, Francisco indicou à Igreja o único caminho para sair da crise que vivia: reaproximar-se do evangelho, reaproximar-se dos homens e especialmente dos humildes e dos pobres. Um dos fatores de escuridão do evangelho era a transformação da autoridade compreendida como serviço, em autoridade compreendida como poder que tinha produzido infinitos conflitos dentro e fora da Igreja. Francisco, por sua vez, resolve o problema em senso evangélico. Na sua Ordem, novidade absoluta, os superiores se chamarão ministros, ou seja, servos, e todos os outros frades, ou seja, irmãos.

  • Alegria

    “A sua simplicidade, a sua fé, o seu amor por Cristo, a sua bondade por cada homem o fizeram feliz em toda situação. Olhando para ele, compreendemos que é este o segredo da verdadeira felicidade: tornarmo-no santos!” (Bento XVI) A meta final é poder dizer com Paulo e com Francisco: “Não mais eu que vivo, Cristo vive em mim”. E haverá alegria e paz plenas, já sobre esta terra. Francisco, em sua “perfeita alegria”, é um exemplo vivo da “alegria que vem do Evangelho”!

  • Humildade

    De acordo com Dante Alighieri, toda a glória de Francisco depende do “seu ter-se feito humilde”, ou seja, da sua humildade: (i) Sentimento e reconhecimento que se tem da própria pequenez diante de Deus: ser humildes de fato é olhar para Deus antes que a si mesmo e medir o abismo que separa o finito do infinito. (ii) A humildade, por si, no grau mais perfeito, é no fazer-se pequenos por amor, para “elevar” os outros. Assim foi a humildade de Jesus e que pode ser resumida em uma palavra: serviço.

  • Vida em Comunidade

    Algumas admoestações de Francisco evidenciam a paz e o amor que se deve ter para com o próximo. Disse ele, comentando as palavras do Divino Mestre: “Disse também que é bem aventurado o homem que suporta o seu próximo com suas fraquezas tanto quanto quisera ser suportado por ele se estivesse na mesma situação”. E ainda, referindo-se à benquerença que deve reinar nas Casas da família franciscana: “Bem aventurado o servo que ama o seu confrade enfermo que não lhe pode ser útil, tanto como ao que tem saúde e está em condições de lhe prestar serviços. Bem aventurado o servo que tanto ama e respeita o seu confrade quando está longe como se estivesse perto, e não diz na ausência dele coisa alguma que não possa dizer na sua presença sem lhe faltar à caridade”. O amor de Francisco pela obediência não era menos digno de admiração. Com frequência era visto consultando os últimos de seus irmãos, embora fosse dotado de rara prudência e até mesmo do dom da profecia. Nas suas viagens costumava prometer obediência ao religioso que o acompanhava. Considerava a propensão que tinha para a obediência uma das maiores graças que Deus lhe concedera, pois com a mesma facilidade e presteza obedecia tanto um simples noviço como ao mais antigo e prudente dos frades; dizia, justificando-se, que devemos considerar não a pessoa a quem obedecemos, mas à vontade de Deus manifestada através da vontade dos superiores.

  • Fontes:

    http://blog.cancaonova.com/fragmentos/francisco-de-assis-e-a-reforma-da-igreja-por-meio-da-santidade/

    http://blog.cancaonova.com/fragmentos/a-humildade-como-verdade-e-como-servico-em-sao-francisco-de-assis/

    http://www.arautos.org/especial/30377/Sao-Francisco-de-Assis.html

    http://www.arautos.org/artigo/8851/Sao-Francisco-de-Assis--Religioso--2010-10-04--Santo-do-Dia--Padre-Rohrbacher.html

São Filipe Néri (1515-1595)

  • Na Vida

    “Os homens que deixam seu coração moldar-se pela ação do Espírito Santo são os que verdadeiramente colaboram para renovar a face da terra.” Na vida de São Filipe Néri essa frase se torna totalmente verdadeira. Permitiu tanto que o Espírito Santo moldasse seu coração que de fato, o coração físico aumentou de tamanho e as costelas que o protegiam foram arqueadas de modo a abrigar o órgão. A forma alterada do seu coração só foi descoberta após sua morte, mas a sua vida nessa terra deixou bem claro o quanto a sua alma era grande e ao mesmo tempo humilde. Deixou os negócios da família quando tinha em torno de 17 anos e se mudou para Roma para ir em busca daquilo que incomodava sua consciência: seguir a Cristo e entregar-lhe a sua vida.

  • “Acima de tudo deve-se ser humilde.”

    O bom humor era a marca registrada desse homem (e muitas vezes podia ser confundida com loucura), mas o que não se comenta muitas vezes era que seu bom humor era uma tática de vida espiritual. Serviu-se do otimismo e do bom humor para combater o orgulho, o apreço que tinha por si. Olhava para si com absoluta humildade e buscava nas suas atitudes diárias vencer o orgulho. Dizia que “a santidade do homem está no espaço de três dedos: tudo depende de mortificar a razão.” Mas essa razão não era a capacidade racional de entendimento, mas, sobretudo, “o amor próprio do qual nascem todos os males.” E com isso vencer: os ódios e desavenças, o desejo de ter razão em tudo, as obstinações teimosas e cegas, as mentiras, as críticas dirigidas contra tudo e contra todos. Essa humildade (humilhação) da vontade era para torna-la desprendida de si e capaz de corresponder ao amor de Deus.

  • “Quem quer alguma coisa diferente de Cristo, não sabe o que quer.

    Quem busca alguma coisa diferente de Cristo, não sabe o que deseja.” Cristo foi desde sempre sua paixão. Nele, e somente Nele, encontrava tudo aquilo que precisava. Era sua fonte de aprendizagem do amor. Estar com Cristo durante o seu dia era uma necessidade. Dizia que “Nada ajuda mais o homem do que a oração” e buscava em todo o tempo momentos para estar com seu Senhor. Enxergava nos Sacramentos os meios eficazes para se achegar a Cristo. E a sua vida de oração era como fluxo incessante e natural. Mas essa naturalidade era fruto de um longo e paciente esforço por buscar o trato com Deus. Quando seu tempo era curto para longas orações tinha o costume de condensar a oração em fórmulas breves e jaculatórias. Dizia que “Não se deve querer fazer tudo num só dia, e uma pessoa não se torna santa em quatro dias, mas passo a passo.” Queria que tudo, que toda a vida de cada homem se convertesse em oração – sobrenaturalização do cotidiano.

  • A “pequena via” de santificação de Filipe

    Dizia-se dele que o rigor de sua vida de oração se adaptava perfeitamente aos tempos modernos. Apesar de viver grandes mortificações, mortificava-se de preferência nos pequenos detalhes concretos. A uma pessoa que queria fazer grandes penitências disse: “Se quereis exceder-vos em alguma coisa: excedei-vos em ser particularmente doce, paciente, humilde e amável.” E foi no exercício dessas virtudes que encontrou a sua via para a santidade.

  • “A obediência é o verdadeiro holocausto que oferecemos a Deus”

    A fé de Filipe, amadurecida na conversação contínua com Deus, não era uma simples tábua de salvação, mas uma visão sobrenatural que lhe permitia enxergar as realidades cotidianas e as realidades eternas. E por essa fé, buscava viver a obediência, porque sabia que essa virtude é o caminho pelo qual Deus manifesta explicitamente a sua vontade. Filipe soube se render inteiramente ao Espírito Santo presente nos seus representantes, tanto que apesar de ter se decidido ainda adolescente a permanecer leigo, por obediência ao diretor, ordenou-se sacerdote e soube enxergar o dedo do Espírito Santo num conselho que contrariava totalmente suas inclinações e a vida que levara até ali.

  • “Então, caro amigo, quando começaremos a amar a Deus?”

    As conquistas do apostolado de Filipe tinham como segredo a grande bondade e amabilidade de seu coração. Todos queriam estar perto dele e receber o transbordamento de seu amor a Deus. Procurava sempre iniciar uma conversa amigável com as pessoas, falando-lhes com carinho e animando-as a uma boa conduta. Nunca com o dedo que aponta as falhas, mas sempre com vistas a levar os homens a amar mais a Deus. Essa era sua busca: fazer com que as pessoas encontrassem esse Amor, que Filipe bem sabia ser o único que poderia nos dar a felicidade plena.

  • Fontes:

    XIMENES, Guilherme. Filipe Neri: O sorriso de Deus. São Paulo: Quadrante, 1998. 78p.

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São João Batista (Nascimento – entre 4 e 1 a. C; Morte – aprox. 27 d.C.)

  • Um povo disposto para o Senhor.

    “Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e irá adiante de Deus como espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar um povo bem disposto.” Lc 1, 17. A missão de João Batista foi anunciada pelo anjo Gabriel e não deixou dúvidas de quem seria o filho de Zacarias e Isabel. Seria o servo encarregado de preparar o caminho do Senhor, pregando a necessidade e urgência da conversão. A primeira coisa que exigia de seus ouvintes era o arrependimento. Uma metanoia, ou seja, uma mudança completa de mentalidade e de alma, uma transformação espiritual, um repúdio ao pecado nos mais íntimo do ser. Não se contentando com meros sinais exteriores de arrependimento, exortava a uma conversão sincera. A sua única preocupação era a de cumprir a vocação para a qual fora chamado e levar os corações a se purificarem para receber dignamente o Messias.

  • Vida e missão

    Cheio do Espírito Santo desde o seio materno, João Batista reinventou, a partir do interior, uma vida de prece e pobreza radical. Dirigiu-se ao deserto, em despojamento e abandono para buscar a experiência de Deus. Sua pobreza e radicalidade (vida de jejum e penitência) não aniquilavam sua força, ao contrário despertava nele a lucidez, o vigor e a paz. Distinguia-se por sua santidade de vida. Mais adiante, quando se tornasse conhecido, todos ficariam impressionados pelo rigor de sua penitência, integridade de seus costumes e força de suas palavras. Ensinava com o exemplo o que pregava com a voz. Dessa experiência feita no deserto de despojamento e de encontro com Deus começaram a brotar nele palavras que tocavam o coração daqueles poucos passantes. Esses, convertidos, iam espalhando de boca em boca que havia um homem sábio no deserto. E então, com a força que a notícia ganhou, e porque era o tempo previsto por Deus, começou-se a ajuntar um número maior de ouvintes ao seu redor. João deixou então o deserto para percorrer toda a região do Jordão (Lc 3, 2-3). João passou a ser conhecido como "Batista" por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado. O batismo de João não perdoava os pecados, como o Sacramento do Batismo apaga a mancha do pecado original e o da Penitência perdoa os pecados pessoais. Não passava de um símbolo exterior que representava a mudança de vida e a limpeza de coração às quais ele exortava. Apesar da severidade com que tratava alguns (principalmente, os hipócritas) e do rigor com o qual vivia, ensina um meio seguro e simples para a conversão: viver a justiça e a santidade no estado em que se encontra. “Alguns cobradores de impostos também foram para ser batizados e perguntaram: O que devemos fazer? João respondeu: 'Não cobrem nada além da taxa estabelecida.' Alguns soldados também perguntaram: 'E nós?'. Ele respondeu: 'Não maltratem ninguém.'” (Lc 3, 12-14)

  • “Sou a voz.”

    Em Jerusalém começaram a questionar: quem é aquele que está batizando e convocando o povo à conversão? Falam muito do ministério e da pregação de João. A dúvida surge: será ele o Messias? Ao ser questionado pelos sacerdotes, João responde: “Eu sou uma voz gritando no deserto.” (Jo 1, 22-23). Ele se assume apenas como instrumento nas mãos de Deus. Não passa de simples voz que anuncia o Reino de Deus e chama à conversão. Ele ainda responde: “Eu não sou o Messias.” (Jo 1, 20). Como profeta, cumprirá com toda fidelidade sua missão de anunciar o verdadeiro Messias; como santo, sua humildade não irá tolerar equívoco; como apóstolo, aproveitará este momento propício para eliminar toda dúvida a tal respeito e pregar sobre o Reino de Deus e o Messias.

  • “Convém que ele cresça e eu diminua.”

    João soube exatamente o seu lugar no serviço de Deus; jamais a menor sombra de vaidade ou orgulho tomou conta do seu coração. Fez tudo o que lhe fora mandado por Deus, discretamente, sem ofuscar a passagem do Senhor. “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). João Batista é um exemplo exato de como deve ser quem quer servir ao Senhor: fazer tudo por Ele e para Ele, unicamente por amor a Jesus, fugindo diligentemente de tudo quanto possa alimentar a menor secreta vaidade. Sem confundir-se com o complexo de inferioridade, a humildade é uma virtude de maturidade humana e espiritual que leva à ousadia apostólica por crer na sublimidade da causa e sobrenaturalidade dos meios. O humilde, ao invés de olhar para si, contempla quem o chamou, ungiu e enviou. Conhecerá, valorizará e utilizará no melhor dos modos as ferramentas que Deus a ele disponibilizou. O que foi dado aos outros, bem, isso não é da sua conta. Naquilo que Deus doa e não doa, concede ou nega a cada um de nós, uma visão de fé é sempre uma inesgotável fonte de paz. Também no trabalho da Igreja corremos o risco de ficar “inchados” com alguns aplausos e elogios. A verdadeira humildade exige que reconheçamos que, se fazemos algo de bom, é simplesmente por obra e graça da bondade de Deus, e que por nós mesmos de nada somos capazes. Desafio grande para o orgulho humano é diminuir, apequenar-se. Sem esta humilde disposição, a evangelização está fadada a reduzir-se a uma triste busca de vanglória do evangelizador. Pode até existir eficiência e exuberância nos meios, mas a fecundidade está comprometida. Ele dará a si mesmo, ao invés de dar Cristo. Esta liberdade de saber aparecer e desaparecer, de estar aqui ou ali, de fazer esta ou aquela tarefa, não sentir-se necessário, mas ser disponível, tudo isso é saber diminuir. Assim, Cristo crescerá!

  • Fontes:

    Laurentin, René. João Batista: o precursor do Messias. São Paulo. Paulinas, 2002.html

    http://cleofas.com.br/que-ele-cresca-e-eu-desapareca/html

    http://www.comshalom.org/eu-nao-sou-o-messias/

    http://www.arautos.org/especial/17046/Natividade-de-Sao-Joao-Batista.html

    http://www.arautos.org/noticias/39916/Martirio-de-Sao-Joao-Batista.html

    http://www.gaudiumpress.org/content/76596-O-arauto-do-Messiashtml

    http://revistacatolica.com.br/devocoes/comentarios-ao-evangelho/o-batismo-do-senhor/html

    http://www.comshalom.org/martirio-de-sao-joao-batista-3/html

    http://www.comshalom.org/saints/natividade-de-sao-joao-batista/html

    http://www.comshalom.org/joao-batista-profeta-da-alegria-espiritual/html

    http://www.comshalom.org/eu-nao-sou-o-messias/html

    http://www.arautos.org/noticias/71322/O-caminho-de-dor-anuncia-a-vitoria.html

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873 – 1897)

  • Sua espiritualidade é marcada pelo “OU TUDO OU NADA!” (Radicalidade)

    Santa Teresinha nos ensina que santidade vivida pela metade não é santidade, mas conveniência. Ela é testemunho de coragem, pois foi aquela que por natureza própria tinha todos os motivos para fazer as escolhas fáceis, mas foi forte a ponto de escolher a radicalidade, a santidade por inteiro.

  • Amor que impulsiona a servir

    “Compreendi que, se a Igreja tinha corpo, composto de vários membros, não lhe faltava o mais necessário, o mais nobre de todos. Compreendi que a Igreja tinha coração, e que o coração era ardente de amor. Compreendi que só o amor fazia os membros da Igreja atuarem e que, se o amor extinguisse, os Apóstolos já não anunciariam o Evangelho e os mártires se recusariam a derramar seu sangue. Compreendi que o amor abrange todas as vocações, alcançando todos os tempos e todos os lugares. Numa palavra, é eterno.” Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar.

  • Fazer tudo com amor

    Pequena via, caminho de santidade seguido e proposto por Santa Teresinha é um caminho de simplicidade, que não exige nem êxtases e nem penitências extraordinárias, mas somente a sabedoria de revestir de amor todas as atividades da nossa vida, até mesmo as mais ordinárias. “Qualquer gesto, se feito com amor, tem valor redentor”. Ela dizia ainda que pegar um alfinete no chão, num gesto de amor, tem um grande valor de salvação, é sacrifício santificador, porque Deus pede somente amor. Assim, tudo na vida ganha novo significado, tudo é oportunidade de amar pela fidelidade, tudo é motivo de santidade e o dia-a-dia, nas tarefas mais simples e ordinárias, passam a ser uma oportunidade de encontro com Deus.

  • Infância Espiritual

    A infância espiritual do cristão é feita de confiança e abandono em Deus, é ser crianças em Deus, isto é, se reconhecer frágil e dependente, como a criança que é dócil às programações e vontades de seu pai, e isso nos faz viver a pequenez para assim atrair Deus a nós. Atraímos Deus a nós, não apesar da nossa fraqueza, mas exatamente por causa dela.

  • Alegria

    Ela sempre foi alegre, mesmo em meio a sofrimentos físicos atrozes, incompreensões e, muito mais duro de suportar, uma terrível provação espiritual, "a noite da Fé". Apesar de todos os sofrimentos, ela iluminava com seu sorriso e aquecia com sua caridade as demais religiosas do convento. Sua alegria nada tinha de inautêntico, de forjado. Tanta força e alegria vinham da total aceitação da vontade de Deus.

  • Sua missão continua

    "Sobretudo, sinto que minha missão vai começar, minha missão de fazer amar o bom Deus como eu O amo, de comunicar às almas minha "pequena via". Se o Bom Deus realiza meus desejos, meu Céu se passará sobre a terra até o fim do mundo. Sim, quero passar meu Céu fazendo bem à terra." Então, que ela cumpra em cada um de nós sua sublime lição! Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

  • Fontes:

    http://santo.cancaonova.com/santo/santa-teresinha-do-menino-jesus-intercessora-dos-missionarios/html

    http://pantokrator.org.br/po/mediacenter/formacoes/santa-terezinha-menino-jesus/html

    http://pantokrator.org.br/po/mediacenter/formacoes/santos/santa-teresinha-do-menino-jesus/html

    http://www.santuariosantaterezinha.com.br/santuario/index.php/historia-padroeira/html

    http://www.arautos.org/especial/19892/Santa-Teresinha-do-Menino-Jesus.html